segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Industria e a producao do espaco geografico

Devido ao pedido do Jean, vamos tratar, em alguns textos, o processo de Industrialização.

A sociedade humana e a natureza são os elementos fundamentais para a construção e a transformação do espaço geográfico. Afinal, a natureza é a fonte original de tudo que existe e a sociedade humana transforma essa natureza, formando uma segunda natureza. Assim, por meio do trabalho, as pessoas estabelecem relações entre si (o trabalho é uma atividade social) e com a natureza. Por isso dizemos que o homem produz o espaço geográfico.

O espaço geográfico dos dias de hoje é mundial, entretanto, esse espaço se configura de maneira diferenciadas nas diferentes partes do globo. Isso se deve principalmente:

1- Tempo – com o decorrer do tempo, o espaço geográfico vai se modificando de acordo coma dinâmica da própria sociedade. Isso ocorre em todo lugar, podemos citar como exemplo a cidade de São Paulo;
2- Desigualdades sociais – As desigualdades aparecem com clareza no espaço geográfico, afinal ele retrata a sociedade, portanto, já que vivemos em uma sociedade desigual, dividida, o espaço mostra-se com áreas desiguais. Essa desigualdade se apresenta em nível local e, principalmente, em nível global.
3- Nível de desenvolvimento técnico – no decorrer de toda história, a ação humana sobre a natureza sempre foi uma característica nos mais diversos grupos sociais, no entanto, até o século XVIII essas transformações não eram tão intensas e irreversíveis, mas com a Revolução Industrial, a natureza passou a ser profundamente modificada, sendo essa Revolução um marco na mudança nas relações do homem com a natureza, o homem passou, a partir de então, a realmente construir o espaço geográfico. A Revolução Industrial, entre outros fatores, representou a mudança da técnica para a tecnologia.
A atividade industrial é a que mais profundamente modifica o espaço geográfico. Com a Revolução Industrial, a indústria moderna vem substituir o artesanato e a manufatura.
Do ponto de vista político econômico, podemos considerar três modelos de industrialização: a clássica, ou original, ou seja, aquela típica dos países desenvolvidos, iniciada no século XIX, na Inglaterra, sendo a primeira Revolução. A planificada, ou seja, aquela ocorrida já no século XX, nos países denominados socialistas. E a tardia, periférica, ou retardatária, ou seja, aquela ocorrida historicamente atrasada, principalmente no século XX, nos países subdesenvolvidos (como é o caso do Brasil). A Revolução Industrial tardia difere das outras duas revoluções por diversos motivos, entre eles podemos citar a utilização de capitais e tecnologias estrangeiras e o desenvolvimento das indústrias de bens de consumo como base da industrialização.
E, do ponto de vista da complexidade tecnológica, a Revolução Industrial pode ser dividida em três fases: a Primeira (utilização de bases técnicas simples, ocorrida até o século XIX, sendo a Inglaterra a grande potência), a Segunda (utilização de bases técnicas mais complexas, ocorrida até 1970 e, em alguns casos, perdura até os dias de hoje, sendo os Estados Unidos a grande potência) e a Terceira Revolução Industrial (também denominada de revolução técnico-científica, utiliza bases técnicas altamente sofisticadas e está se desenvolvendo neste século, tendo o Japão e os Estados Unidos como duas grandes potências).
Na primeira e na segunda fase da revolução industrial, a procura por mão-de-obra barata e desqualificada, como também de matérias-primas era imensa, no entanto essa já não é a realidade da terceira fase, que vai substituindo ao máximo essas antigas necessidades por tecnologia. Nessa nova fase, são as pesquisas científicas e tecnológicas que são valorizadas. Assim, diminui-se a importância da natureza abundante e valoriza-se a ciência e sua base que é a educação.
Por causa da importância da ciência e da tecnologia, hoje as novas regiões industriais (também chamadas de tecnopolos), aquelas de tecnologia de ponta, não se localizam mais nas áreas onde existem matérias-primas, como ocorria nas velhas regiões industriais; atualmente elas se encontram principalmente nas proximidades de importantes centros de pesquisa e de ensino universitário. Algumas vezes, há uma coincidência entre a localidade das velhas e novas regiões industriais, mas não é a matéria-prima, nem mesmo o mercado consumidor que condiciona dessas regiões, mas sim os centros de pesquisas.

8 comentários:

lovely disse...

Caraca, adorei!!! Ficou super legal!! Se vc puder fale tb sobre urbanização do Rio de Janeiro, que sempre cai na Uerj. Ah, e depois sobre globalização.Caraca, fica feliz!!!!
Bjuxxxx:)
Elite S.G., Pré-Manhã

Guilherme disse...

fla ai professor mto show o blog mas posta textos sobre aquecimento global que e um poko mais atual e umas questoes tbm seriam boas..

vlw abraço
Guilherme Pre-tec Elite

Gabriel disse...

Muito bom realmente,fala de umm modo geral englobalizando tudo o que eu queria principalmente.

Obrigado,Gabriel!

leo emorock disse...

mt bom, serviu até para fazer um trabalho escolar, vlw

ruivinha disse...

amaei muito bom msm

Pedro disse...

adoreei

Pedro disse...

Adoreei

Brenda Caroline disse...

adoraria se vc fisesse um questionario para cada assunto aqui do blog =)nos ajudaria bantante, ah e o texto é muito bom! tava dando uma revisada pro vestibular que vou fazer esse final de semana! obg =]